26 maio 2012

Companhia Cervejaria Paulista / Companhia Antarctica Níger





Por iniciativa de descendentes de imigrantes alemães na rica cidade do café de Ribeirão Preto - SP, foi fundada em 25 de abril de 1913, a Companhia Cervejaria Paulista com um capital de Rs.300.000$000,sendo o seu primeiro e principal incorporador o sr. Hanz Scherholz. As primeiras reuniões para a organização da fábrica foram realizadas na antiga sede da Sociedade Dante Alighieri (rua Duque de Caxias, 98). A primeira diretoria era composta por João Alves Meira Junior (Presidente), Alfio Messina (Gerente) e Hanz Scherholz (Diretor-Técnico). Posteriormente, com a saída de Alfio Messina, o seu cargo foi confiado a José Rossi.

A primeira fábrica foi instalada à Rua Visconde do Rio Branco (esquina com rua Barão do Amazonas)

Em 18 de abril de 1914, foi inaugurada a nova fábrica, construída a Avenida Jerônimo Gonçalves, às margens do Ribeirão Preto, próxima a Estação da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, Na margem oposta do mesmo córrego estava instalada a fábrica da Cia. Antárctica Paulista, também fabricante de bebidas e sua principal concorrente. Ainda nesse ano teve o seu capital aumentado para Rs.450.000$000.

As primeiras marcas de bebidas lançadas pela Cia. Cervejaria Paulista foram: Sterlina, Crystalina, Niger, Kromo, Caraboo e Zurê.




Posteriormente foi lançada a cerveja Tust e muitas outras escuras e claras:



Com o tempo as cervejas Poker, Niger e Tust, tornaram-se as principais marcas de cervejas produzidas pela Cia. Paulista e foi sob a égide desta triologia que a Cia. tornou-se conhecida, a princípio regional e depois nacionalmente.

EM 1915, novamente teve seu capital aumentado desta vez para Rs.1.000.000$000.

Em 10 de julho de 1917, é publicada no Diário Oficial de São Paulo o registro da marca cerveja zebu. Em um rótulo com a figura de um boi zebu.

A Cia. Paulista desenvolveu-se no contexto econômico do ciclo do café, dos coronéis, dos cassinos, da imigração européia e do desenvolvimento urbano que esta economia desencadeou no interior do Estado de São Paulo. Desde a sua inauguração, em 1914 até a década de 70, a fábrica de bebidas da Cia. Paulista foi, juntamente com a Cia. Antárctica, responsável pelo desenvolvimento urbano da cidade. Gerou inúmeros empregos e contribuiu para a formação de mão-de-obra especializada, operariado este formado por imigrante, na sua grande maioria. Localizada às margens do córrego (Preto), que dá origem ao nome da cidade, contribuiu ainda para os melhoramentos quanto ao bastecimento de água e energia daquela região da cidade, impulsionando o crescimento do Bairro de Vila Tibério e região Central da cidade.

Em 1927, a Cia. Paulista investiu na compra de terrenos e antigos edifícios localizados à Praça XV de Novembro e, em 1928 já com capital em Rs. 3.000:000$000 contava com 205 funcionários. A Cia. Paulista foi ainda precursora dos investimentos imobiliários que injetaram significativas cifras nas finanças locais em meio a crise iniciada em 1929, nesa época a quantidade de funcionários diminuiu passando a 170 funcionários. Em 1930, inaugurou um Teatro de Ópera, um Edifício Comercial e um Hotel (no chamado Quarteirão Paulista, tombado pelo Condephaat). Estes investimentos foram os responsáveis por lançar as bases do que viria a se tornar baseada a economia local até os nossos dias: uma cidade prestadora de serviços.

Em 1930 apesar do número de seus funcionários diminuir novamente, a cervejaria aumenta seu capital para Rs. 4.500:000$000 e apesar de uma crise financeira sofrida nas décadas de 30 e 40, a fábrica continuou sua produção, baseada principalmente na marca Niger de cerveja preta.

Em 19 de abril de 1960 a cervejaria publicou, no jornal Folha de São Paulo, este anúncio em comemoração de seus 46 anos de trajetória.


Até que, em 1973 fundiu-se com a sua grande rival a Cia. Antárctica Paulista, tornando-se a Cervejaria Antárctica Niger S.A.

Com a criação da AMBEV em 1999, fusão entre a Antarctica e a Brahma, o Conselho Administrativo de Defesa Economica (Cade) exigiu a venda da marca Bavária e de cinco cervejarias pertencentes a elas, entre as cinco estava a Antarctica Niger, de Ribeirão Preto que foi vendida para a Molson Coors Brewing Company, de Montreal, Canadá.

Em 25 de março de 2002, a Molson, adquiriu da Heineken, da Coca-Cola e de seus engarrafadores no Brasil, a Cervejaria Kaiser, em uma transação avaliada em US$ 765 milhões, depois de ter adquirido a Bavária da AmBev por US$ 190 milhões.

Em julho de 2003, a Molson desativa a fábrica de Ribeirão Preto sob a alegação de que a fábrica, construída há 75 anos, era ineficiente, tinha alto custo de operação, e sua modernização exigiria muito investimento. A região de Ribeirão Preto será abastecida pela unidade de Araraquara, mais moderna, que fica a 80 quilômetros da região.

Em 17 de Janeiro de 2006, a Fomento Econômico Mexicano S.A. (FEMSA), adquiriu 68% da Cervejarias Kaiser mediante o pagamento de 68 milhões de dólares a Molson Coors Brewing Company, a qual ficará com 15% da Kaiser, enquanto os 17% restantes continuarão sendo propriedade de Heineken.

Em 1º de março de 2007, exatos cinco anos depois da sua chegada ao Brasil, a Molson encerra, definitivamente, sua conturbada participação no mercado brasileiro de cervejas. Sem anúncio oficial ou alarde, a empresa canadense vendeu os 15% de participação que ainda detinha na Kaiser para a mexicana Femsa por US$ 16 milhões.

Localizados no centro histórico de Ribeirão Preto, os edifícios da antiga fábrica, construídos pelo arquiteto-construtor Baudílio Domingues, foram tombados pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico Turístico do Estado de São Paulo), pelo CONPPAC (Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural do Município de Ribeirão Preto) e atualmente encontra-se em processo de tombamento pelo IPHAN. Nesse sentido, foram cedidos em comodato pela FEMSA, detentora da marca Kaiser, para a São Paulo Film Commission, mantenedora dos Estúdios Kaiser de Cinema, para implantação do seu centro de produção audiovisual e para desenvolver atividades culturais. As obras de restauro, reformas e adequação foram viabilizadas pelo Governo do Estado de São Paulo (Secretaria de Estado da Cultura – ProAC), Prefeitura de Ribeirão Preto e também pelo setor da construção civil desta cidade. ( Texto produzido com informações prestadas por Tânia Registro, do Arquivo Público e Histórico) Desde o encerramento das atividades da Kaiser na cidade, a sirene instalada na torre ficou desativada desde que soou pela última vez, em 1992. Ela não servia apenas para marcar os horários de funcionamento dos turnos da fábrica. Desde que foi instalada, em 1928, a sirene passou a regular também a vida dos moradores de Ribeirão Preto, acostumados a ouvi-la soar com precisão sempre às 6h, ao meio-dia e às 18h.

A construção original se tornou patrimônio histórico e cultural tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) e também pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural do Município de Ribeirão Preto (CONPPAC), através da inscrição nº355, p. 96 do Livro do Tombo Histórico em 20/12/2007.
O prédio dos Estúdios Kaiser de Cinema foi cedido em comodato pela Heineken do Brasil (controladora da Kaiser), para a São Paulo Film Commission desenvolver o seu centro de produção audiovisual. As obras de restauro, reformas e adequação foram viabilizadas pelo Governo do Estado de São Paulo (Secretaria de Estado da Cultura – ProAC), Prefeitura de Ribeirão Preto e também pelo setor da construção civil desta cidade. Nos Estúdios Kaiser de Cinema funcionam as sedes do Núcleo de Cinema de Ribeirão Preto, da São Paulo Film Commission, da Fundação Feira do Livro e do Projeto CineCidade.

A indústria adaptada em espaço cultural é uma exceção em meio à decadência das ruas que cruzam a Avenida Jerônimo Gonçalves, onde outros cartões-postais da cidade, como o Hotel Brasil e a sede da Antarctica – primeira fábrica de cerveja de Ribeirão, fundada em 1911 –, apresentam sinais de degradação e esquecimento

31 março 2012

Cervejaria Orleanense




Por volta de 1890, em Santa Catarina, nos Campos Elísios, no local onde acabava de nascer a cidade de Orleans do Sul, no bairro hoje conhecido como Coloninha que na época era o centro da cidade, ao lado de onde funcionou por muito tempo a fábrica de móveis Zomer, surgia a primeira cervejaria da cidade.
O alemão Ignatz Brandl (Ignácio) que havia chegado ao Brasil há algum tempo com sua companheira Theresia Schambeck e seu enteado Albert Schambeck (Alberto), filho natural de Jacob Zahnweh e sua companheira, começou a fabricar a primeira cerveja de que se tem notícia em Orleans.

Resultado de puro artesanato, com boa dose de ingredientes e alguns modestos equipamentos era a cerveja consumida à moda alemã, na temperatura ambiente, estilo modificado pelo brasileiro para estupidamente gelada, mesmo no inverno. Ocorre que na época além de se copiar o estilo alemão também não existia gelo, surgido bem mais tarde. Conforme o livro de registro do armazém de Ignácio Brandl, uma garrafa custava 300$.
Seu enteado Albert Schambeck nasceu em Haag, Regensburg, Alemanha, em 27 de agosto de 1871. Na Alemanha sempre exerceu sua profissão de moleiro, sendo recomendado por sua dedicação e zelo à profissão. Por volta de 1900 retornou, conforme consta na sua carteira profissional, sozinho à Alemanha onde se casou com Maria Meisinger.

De posse de um documento militar concedendo-lhe licença de dois anos (entre 4 de julho de 1904 até julho de 1906) para a América do Norte, acabou voltando ao Brasil (não se sabe o motivo).

Em 1 de setembro de 1904, Albert Schambeck e Maria Meisinger Schambeck, partiram do porto de Hamburgo, Alemanha, no navio argentino Presidente Rocca, para o Brasil, trazendo seus filhos Alberto e João. Instalaram-se em Orleans e tiveram mais 9 filhos: Afonso, Maria, Thereza, Emma, Rosalina (Rosa), Hedwig (Ieta), Ignácio, Anselmo e Luiz.

Em Orleans, desde o início, residiu nos Campos Elísios, na casa de Ignácio Brandl, nesta casa desenvolveu suas atividades com armazém e hospedaria. Posteriormente, talvez por morte de Ignácio Brandl, assumiu o comando da Cervejaria que funcionou por muito tempo no local.
Sua mãe, Therezia, faleceu em 25 de abril de 1910, com 75 anos, havia nascido em 17 de abril de 1835.

Albert, após ter tido um hotel em Florianópolis e já morando em Lauro Müller – SC onde tinha um açougue, foi encontrado morto em sua cama, no dia 17 de dezembro de 1919, tendo como causa mortis Apoplexia Cerebral (Derrame Cerebral). Foi sepultado em Orleans. Deixou dez filho e o mais velho, Alberto, tinha apenas 18 anos.

O destino desta cervejaria é uma incógnita, mas por volta dos anos 20, o Sr. José Cechetto fabricou por muito tempo a Cerveja Centenário e sua firma era a Cervejaria Orleanense, a qual, conforme informações no próprio rótulo, tinha graduação alcoólica de 3,2%, isto é fraca para os bebedores de hoje.



23 março 2012

Fábrica de Cerveja Cachoeira / Gustavo Ehlke




Joachim Friedrich Ferdinand Ehlke, conhecido como Ferdinando ou Fernando veio para o Brasil juntamente com seu irmão Johann Wilhelm Friedrich Ehlke, o Fritz ou Frederico.de origem pomerana, isto é, os membros emigrados para o Brasil, vieram da Pomerânia, antiga Província da Prússia (Oriental), depois Alemanha unificada, e, atualmente território polonês após a segunda Grande Guerra Mundial.

Vieram com suas famílias pelo barco "Franklin", saído de Hamburgo, tendo chegado em São Francisco do Sul - SC, aos 05 de junho de 1863, com destino à Colônia Dona Francisca (Joinville atual), estabelecendo-se, inicialmente à Estrada Blumenau, núcleo de "Neudorf", em Joinville -SC, dedicando-se à Lavoura. A partir de 20 de maio de 1877 foi, durante muitos anos, professor contratado pela "Schulgemeinde der Blumenauer Strasse Neudorf" (Associação Escolar da Estrada Blumenau Neudorf).

Mais tarde transferiu-se para a Lapa - Pr, onde durante anos foi presidente da Comunidade Evangélica Luterana. Em setembro de 1906 mudou-se para Canoinhas - SC, onde já residia o seu filho Roberto.

Ferdinando nasceu em 9 de março de 1927, em Kamptz, Pomerânia (Prússia) e faleceu em Joinville - SC em 13 de janeiro de 1916, com 88 anos de idade, foi casado duas vezes, tendo ambas as esposas se chamado Karolina.

Para o Brasil, veio acompanhado da segunda esposa e 5 filhos do primeiro matrimônio ainda nascidos na Pomerânia: Franz Friedrich Wilhelm nascido em 1846, Auguste Ernestine Luise nascida em 1850, Hermann Ferdinand Theodor nascido em 1854, Anna Wilhelmine Emilie nascida em 1858 e Wilhelmine nascida em 1861.

Já instalados em Joinville, 18 dias após a chegada da família ao porto de São Francisco do Sul - SC, nasceu mais um filho: Gustav (Gustavo).

Posteriormente, Gustavo se estabeleceu no Paraná em uma área pertencente ao município de São João do Triunfo, originalmente um posto avançado, um local de pouso dos Bandeirantes que adentraram nossas matas para ocupar o sul do Brasil. Tendo sido um dos pioneiros fundadores de uma colônia que inicialmente recebeu a denominação de Porto de Santa Maria, por situar-se às margens do Rio Iguaçu; em 1890 passou a chamar-se Colônia Maria Augusta em homenagem a esposa do administrador do povoado, José Carvalho Sobrinho. É nesta época que chegam cerca de duas mil famílias polonesas lideradas por Sebastião Edmundo Saporski e se estabelecem em pequenas colônias rurais, a colônia passa a ser conhecida como Colônia São Matheus e finalmente, através da Lei Estadual nº 763 de 02 de abril de 1908 foi criado o Município de São Mateus do Sul e instalado oficialmente em 21 de setembro de 1908.
Neste Município, onde está instalada a Usina Industrial de Xisto da Petrobrás, que Gustavo fundou a sua fábrica de cerveja, foi a primeira do Município, a Fábrica de Cerveja Cachoeira.
Dedicou-se, também, ao comércio de compra e venda de erva mate. Foi casado com Rosa Weinhardt e em 25 de fevereiro de 1933 faleceu em São Mateus Sul – Pr, estando sepultado no Cemitério dos Imigrantes em Joinville, não tendo deixado filhos.

14 fevereiro 2012

Birreria / Casa da Cerveja de Arceburgo



Baseado nos textos:
A restauração da antiga Casa da Cerveja de Arceburgo A Folha Regional/cidade - Sander Rogério Ribeiro Pereira
Na-velha-casa-da-cerveja Jornal Hoje em dia - manoel hygino dos santos.
Imagens:
Iara Nicola - restauração da antiga Casa da Cerveja
www.diariodemococa.com.br - Fotos Antigas de Arceburgo

  
Antes e depois da restauração

O ex-povoado, criado com a denominação de São João da Fortaleza tornou-se distrito pela lei municipal nº 280, de 10-08-1901, subordinado ao município de Monte Santo. Posteriormente foi Elevado à categoria de município com a denominação de Arceburgo, pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911, desmembrado de Monte Santo.

A localidade acolheu muitos imigrantes, principalmente os sírio-libaneses e italianos. Devemos destacar, entre a população italiana, as famílias Durante, Bassani, Borghetti, Lupatelli, Ferrareto e Meggiolaro que chegaram da Itália em 1910. Entre a população sírio-libanesa, destacam-se as famílias Maffud e Salim João, ambas vindas do Líbano em 1910, e fixaram moradia em Arceburgo. Hoje, seus descendentes são muitos, são famílias grandes e tradicionais na cidade.

A Birreria como cervejaria teve curta duração, já que só existiu de 1911 a 1926, mas o imóvel, localizado com frente para a Rua Coronel Cândido de Souza Dias, número 309 (antigo número 22), esquina com a Travessa 21 de Abril, localizado na sede do Município de Arceburgo, Estado de Minas Gerais, tem alto interesse histórico e arquitetônico. Trata-se de uma construção térrea, erguida por volta de 1911, pelo imigrante italiano Antônio Gosso, em terreno adquirido do Coronel Cândido de Souza Dias, acha-se edificado sobre parte do “Córrego do Cresciúma” e desde a sua construção destinou-se a ser a primeira fábrica de Cerveja da cidade, que além da fábrica, mantinha também uma taverna, onde os tropeiros e os primeiros habitantes de Arceburgo, se divertiam naqueles tempos. A “Casa da Cerveja”, estava construída pouco abaixo do “Hotel dos Viajantes”, do imigrante italiano David Longo, que foi historicamente o núcleo fundador de Arceburgo, originariamente São João da Fortaleza.

Segundo relatos orais de antigos moradores, o frontispício da “Casa da Cerveja” foi confeccionado por um escultor de origem italiana, que a tradição chamou como Ricardo, que de passagem por aqui, deixou a marca de sua arte, nesse imóvel, através de terras, barro e cimento, objetos cozidos e criou a alegoria que lembra num ecletismo a Arte Romana Antiga, o Renascimento Italiano e o Colonial Brasileiro, e a qual ele denominou como se lê: “Al Vero Lido de Venezia”, traduzindo: “O Verdadeiro Cassino de Veneza”, já que águas passam por debaixo do imóvel, parodiando Veneza, na Itália, e no imóvel eram mantidos jogos de azar.
  

A cerveja fabricada era de alta fermentação e não tinha grande durabilidade (de 10 a 15 dias) e na falta de congeladores para esfriá-la, usava-se o leito do “Córrego Cresciúma”, que passa por debaixo do imóvel de uma maneira interessante: colocava-se areia em montes, enterravam-se a garrafa e molhava a areia por cima, desse modo, a cerveja era servida fria.

Fabricava-se também um refrigerante de nome “Gazoza”, que era engarrafado em vasilhame importado muito interessante: era fechado por uma bolinha de vidro. Um outro tipo de refrigerante fabricado era de nome “Vita”, muito apreciado naqueles tempos e tinha o aspecto da “Coca-Cola”.

Antônio Gosso manteve seu estabelecimento de 1911 a 1926, nesse ano transferiu sua residência para a cidade de São Paulo e vendeu o imóvel para o imigrante italiano Francisco Menossi e sua esposa Dona Natalina Bassani; o maquinário da fábrica de cerveja foi adquirida pelo imigrante italiano José Guidorizzi, o Beppe Cervejeiro, que a anexou a sua já montada fábrica.

De 1926 a 1955, Francisco Menossi residiu no imóvel com sua família e nas dependências onde estava instalada a “Casa da Cerveja” ele montou sua alfaiataria.

Em 1955, Dona Natalina Bassani, já viúva de Francisco Menossi, vendeu o imóvel a Francisco Borgheti e sua esposa Dona Anna Melatti, esta família aí residiu até 2007.

Em 1963, foi a “Birreria”, palco do filme nacional “O Cabeleira”, da Prodifilmes Ltda. do Diretor Nelson Teixeira Mendes. Este filme cujas principais cenas foram rodadas neste município, teve como atores: Marlene França; Hélio Souto; Milton Ribeiro; Francisco Egídio; Ruth de Souza; Diva Vaz Lobo e Alfredo Scarlati, entre outros.

Cena do filme ''O Cabeleira'' gravado em Arceburgo e Mococa. Detalhe da foto: cena gravada no bairro da varzea, em Arceburgo. Ao fundo a antiga casa da cerveja.

A “Casa da Cerveja de Arceburgo”, desde a sua construção, tratou-se de um bem “sui generis”, sempre chamando a atenção de moradores, turistas e transeuntes, que param para admirá-la, fotografá-la, sendo motivo de várias obras artísticas espalhadas em acervos particulares e salões de artes de várias regiões do país.

Isso foi uma das causas que despertou o interesse do empresário Doutor Thiago Varejão Fontoura, que preocupado em preservar o patrimônio histórico de Arceburgo, pagou com seus próprios recursos, a indenização de desapropriação que a Prefeitura Municipal de Arceburgo, moveu ao espólio de Francisco Borgheti, em 2007.

Pela Lei Municipal Número 1456/2007, de 22 de Outubro de 2007, sancionada pelo Prefeito Municipal, Antônio Roberto da Costa, foi a “Casa da Cerveja”, considerada Patrimônio Histórico do Município de Arceburgo.

Vive-se a hora do resgate para a qual deram decisiva contribuição a Secretaria de Estado de Cultura, o BDMG, o prefeito Antônio Roberto da Costa, a dra. Patrícia Camparotto Pricoli da Costa, os beneméritos locais, e, enfim, toda a sociedade prestante da cidade, graças ao que se recuperou inteiramente o conjunto numa bela esquina.

Em 12 de dezembro de 2009, foi instalada na antiga “Casa da Cerveja”, a sede social do “Instituto Histórico e Cultural de Arceburgo”, com a denominação de Paço Cultural “Doutor Thiago Varejão Fontoura”. O Instituto Histórico e Cultural de Arceburgo foi fundado em 22 de junho de 1985, pelo Professor-Doutor Orlando Lodovici (1920 – 2002).

01 fevereiro 2012

Cervejaria Genuina



Baseado nos textos:
Patrimônio Cultural de Lima Duarte
Prefeitura de Lima Duarte – Maquinário da Cervejaria Genuina.
Fotos: Marcio Lucinda (Departamento de Turismo)


A Lei Provincial Mineira 2.804 de 3 de outubro de 1881, criou o Município de Rio do Peixe em Minas Gerais. Em 30 de outubro de 1884 a Lei 3.269 mudou a denominação do Município do Rio do Peixe para Lima Duarte. Em dezembro de 1884 foi instalado solenemente o Município, o nome de Lima Duarte foi uma justa homenagem ao eminente Conselheiro José Rodrigues de Lima Duarte, político de Barbacena, que na época era Ministro da Marinha e Senador do Império.

A economia primitiva de Lima Duarte girou em torno da exploração do ouro que existiu em abundância em serras e ribeiros. Extinto o ouro, nas primeiras décadas do século XIX, dedicou-se à população à agricultura e à pecuária, erguendo numerosos engenhos e solares rurais, os antigos “sobrados” coloniais, berço das mais tradicionais e ilustres famílias limaduartinas, sedes que constituíam um núcleo urbano com funções de civilização e solidariedade. Escreve Vicente Tapajós, “... As fazendas muito distantes uma das outras, insulavam os lavradores. A vida rural vem assim predominar sobre a vida urbana. A propriedade territorial era o centro de gravitação do mundo colonial.”.

O comércio recebia a visita de viajantes e tropas de Juiz de Fora, Barbacena, Bom Jardim, Rio Preto, Andrelândia e outras cidades, mantendo intercambio com outras localidades de Minas; para o sul, com destino à Estação de Desengano (hoje Barão de Juparanã), em demanda ao Rio de Janeiro caminhavam as tropas, transportando léguas e léguas, os nossos produtos: toucinho, carnes, óleos vegetais, couros, cereais, frutas e madeiras. Desse modo progredia a economia do município ligada à agropecuária, mas preparando-se para a industrialização.

Em 1900 o Padre Pedro Nogueira e o Capitão João de Deus Duque Neto fundaram uma sociedade fabril para explorar a indústria de laticínios. Era uma das primeiras fábricas de laticínios de Minas Gerais. Essa indústria ficava situada na Rua José Virgílio, na Chácara Recanto dos Duques. Logo no início do século também foi instalada a firma Jong &Cia. Ltda., que até hoje continua em atividade.

Também em 1900, o Sr. Antônio Ribeiro de Paiva prometia para breve a inauguração de uma Fábrica de Cerveja “Genuína” de propriedade de Antônio Giordano, Joaquim Rodrigues Moreira e Bernardo Meneghini. Grandes festividades marcaram o acontecimento, fazendo-se ouvir na ocasião o eloqüente Capitão Francisco de Paula Senra, advogado do fórum; Capitão Benedito Vitório e, em nome dos operários José Morrone. Tinha como fabricante Pedro Scheffer.

Esta cervejaria ficava situada a Rua 15 de Novembro, hoje Antônio Carlos. No início dos anos 20, a cervejaria foi transferida para a Rua José de Salles n°16 e passou a pertencer a Alves, Ribeiro e um cervejeiro alemão de sobrenome Loacher.

Sua produção era escoada para o sul de Minas e para Juiz de Fora em lombo de burros. A fábrica funcionou até o princípio dos anos 30 quando foi extinta, porque nessa época já começava aparecer à produção de cerveja mecanizada, enquanto que a Genuína ainda era de processo bastante artesanal não agüentando a concorrência e, ainda, o sumiço do cervejeiro, o único que conhecia a fórmula e que, provavelmente, recebeu uma melhor oferta de trabalho. Segundo depoimento do Dr. Dermerval de Paiva, o alemão Loacher teria levado a fórmula para o Rio de Janeiro e a vendeu a uma importante fábrica de cerveja, que se instalava.

O maquinário da Cervejaria Genuína veio de Hamburg, na Alemanha é de marca “Breymann & Hübener”. Atualmente este maquinário é de propriedade de Márcio Ulysses de Paiva e está guardado na Rua José de Salles n°16, endereço da antiga cervejaria.
    

    

    

11 dezembro 2011

Nutrimalte Ind. e Com. de Bebidas Ltda./Ceva Malte Cerveja Natural Ltda./Cerveja Mury



Baseado nos textos:
Revista Manchete Rural nº. 27, Viviane Novaes, Junho de 1989.
Entrevista de Pedro de Paulo Osorio Ferreira ao Sr. Juca Coelho, Setembro de 2011.
Imagens: Manchete Rural nº. 27, João Silva, Pedro de Paulo Osorio Ferreira e Paulo Antunes Jr.(rótulo)

foto Manchete 27
Era com a mensagem “Um brinde à saúde” que o comerciante Alcino Coelho, já falecido, levava adiante sua pequena indústria de cerveja natural, fundada, em meados de 1985, como Nutrimalte Indústria e Comércio de bebidas Ltda, na localidade de Parada das Flores em Mury, distrito de Nova Friburgo - RJ, no Km 72 da rodovia Rio-Friburgo (RJ-116), em frente da antiga churrascaria Quari Quara, a cerveja era fabricada no segundo andar de um prédio, nas lojas do térreo eram vendidas as cervejas, queijos, etc. e havia ainda, um porão que servia de depósito.

Produzindo aproximadamente 1000 litros por mês de três tipos de cerveja: münchen, malzbier e pilsen da marca Mury nome do distrito de Nova Friburgo, onde morava e mantinha a loja de quitutes e bebidas.

Para isso, contava com a ajuda de seus quatro filhos, o que certamente reduzia a zero seus custos com mão-de-obra. Assim, a cerveja que fabricava tinha um custo de NCz$ 0,08 (oito centavos de Novos cruzados) a garrafa one-way e NCz$ 0,10 a comum, sendo vendida a NCz$ 0,40 e NCz$ 0,60, respectivamente. A garrafa one-way – aquela descartável – tinha mais saída, sobretudo para aquelas pessoas que jamais provaram uma cerveja natural. Só os fregueses habituais de seu Alcino trocavam as garrafas vazias pelas cheias.
foto Pedro de Paulo

Ela era vendida em Nova Friburgo, em Teresópolis e em alguns lugares da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Para montar sua indústria caseira, ele passou por uma série de procedimentos na legalização do produto e das instalações. O registro do produto obedeceu à Lei 5.823 de 14/11/72 e foi expedido pela Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária e Secretaria de Inspeção de Produto Vegetal. O governo federal exigia que a água fosse de excelente qualidade e retirada de nascente. Aliás, este requisito é o grande segredo da cerveja, que determina seu sabor e qualidade. As instalações também obedeceram à legislação e, entre outras exigências, deviam ter quatro metros de pé direito (altura).
foto Manchete 27
Em maio de 1986, a firma foi alterada para Ceva Malte Cerveja Natural Ltda.
foto Manchete 27
Na fabricação da cerveja natural, seu Alcino utilizava um moedor, um recipiente para cozimento de aço inoxidável, tanque para decantação, máquina de lavar garrafa, máquina de engarrafar, filtros e termômetro. Somando-se esses equipamentos às melhorias que foi obrigado a fazer em suas instalações, o comerciante estimou um custo de NCz$ 60 mil. A única dificuldade de seu Alcino era a compra de garrafas que não consegue encontrar em maior número pelas redondezas de Friburgo. Fatalmente, recorre ao Rio de Janeiro e se depara com outra dificuldade: O transporte. Para resolver esse problema e passar a produzir cinco mil litros por mês, deveria adquirir dois veículos num consórcio. Por enquanto, só vende seu produto a varejo, dentro da filosofia que acredita: “Começar devagar, crescer aos poucos”.

Um de seus filhos, Juca coelho, era um dos que ajudavam seu pai na produção, mas logo que entrou na faculdade de odontologia passou a ficar com menos tempo para ajudá-lo. Depois de formado e exercendo a profissão, teve que parar de ajudar. Com isso ele foi desanimando aos poucos e parou a produção e acabou fechando no final dos anos 90.

A primeira foto mostra o que sobrou do local onde ela era fabricada e vendida. Na segunda, aspectos de um dos cômodos do porão da cervejaria, cheio de garrafas variadas abandonadas. Não foi encontrada nenhuma garrafa da cerveja Mury com rótulo, visto que houve alagamento de aproximadamente 1m no porão, talvez em função da tragédia climática de Nova Friburgo que fez subir o rio Santo Antônio (logo aos fundos).
foto Pedro de Paulofoto Pedro de Paulo

06 dezembro 2011

Indústrias Ítalo-Brasileiras - Cervejaria Bacchi



Baseado nos textos:
Ruas Botucatuenses e A Industrialização em Botucatu
Imagens dos rótulos cedidas pelo colecionador Paulo Antunes Júnior

As origens da Família Bacchi remontam-se à Idade Média. De estirpe nobre, originária de Modena, os antepassados do Sr. Petrarca Bacchi (Petrarcha) foram exclusivamente homens de armas. Vários deles participaram da Batalha de Beoca, contra os mouros, no dia de Santo André. No ano de 1022 passam a pertencer a Ordem dos Cavaleiros instituída pelo rei Roberto, o Devoto. Foram defensores de fé cristã e o brasão heráldico, representa a batalha de Beoca.

Petrarca Bacchi nasceu em Brescello, província de Reggio Emilia, Itália, em 13 de Novembro de 1867. Era filho de Domingos Bacchi e de dª. Maria Sommi Bacchi. Em 1896, fez a campanha da Abissínia sob as ordens do general Baratieri.

Em 1898 veio para o Brasil passando a residir na cidade de Sorocaba - SP. Nesse mesmo ano transferiu-se para Botucatu - SP.

Em 1901 contraiu núpcias com dª. Maria Petry. Desse consórcio teve os seguintes filhos: Domingos, casado com dª. Onélia Dromani; Sidraco, casado com dª. Teodomira Pampado; Hermínio, casado com dª. Ida Milanesi; Dr. Jacob, casado com da. Maria Dromani; Dr. Américo e Anita. Em segundas núpcias, casou-se com dª. Elvira Grazini e deste casamento as suas filhas Mariana e Marina.

A importância do 1º Ciclo Industrial de Botucatu que vai de 1890 a 1930, é medido pela grandiosidade do Grupo Industrial de Petrarcha Bacchi. O Sr. Petrarca Bacchi iniciou suas indústrias com um moinho de Fubá no local denominado hoje de Salgueiro, isto é, no começo da Rua Amando de Barros junto ao Lavapés; transferiu-se depois para o moinho do Russo hoje de propriedade do Sr. Adriano Ribeiro. Em 1909, mudou-se para a Avenida Floriano Peixoto, primeiramente com uma máquina de arroz. É esta a origem do grande parque industrial.

Da maquina de arroz o Sr. Petrarca Bacchi instalou um pastifício, depois a serraria, maquina de beneficiar algodão e café, fábrica de cerveja, gelo, sabão, fiação de algodão, a Usina Hidrelétrica (que alimentava suas industrias e fornecia para grande parte de Botucatu) e, finalmente, uma fabrica de chapéus. Cerca de 400 empregados trabalhavam nas Industrias Bacchi.

O edifício principal consta de cinco pavimentos. Na maior parte ocupado com a fabricação de macarrão. A esse edifício está ligado um outro ocupado na mesma fabricação. Logo nos fundos deste está o grande prédio especialmente construído para a fabrica de cerveja e gelo. Esta fábrica está sendo acabada de montar.

Esta fabrica está montada com os mais modernos maquinismos, movidos por um vapor de 120 cavalos e iluminada a eletricidade. A capacidade de produção dessa fabrica de cerveja é enorme e está previsto para o dia 20 de dezembro de 1916 a primeira partida de cerveja produzida.

O desenvolvimento dado pelo Sr Bacchi, em vinte anos de atividade industrial nesta cidade é digno de nota. A Câmara Municipal concedeu-lhe isenção de impostos durante vinte anos para essa grande fabrica de cerveja, atendendo ao grande impulso que ela vem dar a cidade e ao indireto aumento de rendas para o município.

Em 28 de fevereiro de 1920 é registrada a cerveja Vencedora sob o nº. 4397 da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

Em 30 de maio de 1922 é registrada a cerveja Princeza sob o nº. 5905 da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

As reuniões festivas em Botucatu eram sempre alegradas pelas cervejas das Indústrias Ítalo-Brasileiras – Cervejaria Bacchi, instalada em 1918 na Avenida Floriano peixoto 25, perto do pontilhão da Sorocabana, suas marcas: Vencedora, Botucatuense e Brasileira (mais baratas); Crystal, Muenchen e Moreninha (estas duas últimas escuras), que custavam um pouco mais.

    
    
Infelizmente não há um rótulo da cerveja Bugrinha em boas condições

Em 1925, Petrarca Bacchi se desentendeu com a Companhia Paulista de Eletricidade, pois esta não fornecia energia suficiente para tocar suas indústrias. Resolveu, então, montar usina própria na Estação do Lobo. Este desentendimento se arrastou por anos na justiça. Em 22 de julho a Camara de Botucatu aprovou a construção montagem e instalação da usina elétrica no Salto do Rio Pardo proximidades da Estação do Lobo.
A confusão só chegou ao seu témino em 6 de março de 1948 quando a Companhia Paulista de Força e Luz comprou a Empresa Elétrica Bacchi, passando a ser a única fornecedora de energia elétrica no município. O inspetor-chefe da Companhia Paulista de Força e Luz deu explicações: o fio-mestre da Empresa Bacchi será desligado e então ligado o da Companhia Paulista; permanecerão intactas as ligações de casas e indústrias, salvo aquelas que não oferecerem as condições de segurança determinadas pela lei; os medidores das casas até então servidas pela Empresa Bacchi serão substituídos gradativamente.
Pelo acordo havido entre as partes, com a interveniência e aprovação desta prefeitura e dos órgãos federais, a Companhia Elétrica Bacchi deixará de fornecer enegia elétrica em Botucatu, reservando a usina de lobo, de pequena capacidade para as necessidades das indústrias dos sucessores de petrarca Bacchi.

Para completar a visão do quadro de então e da "visão" daquele dinâmico e ousado imigrante, basta dizer que construiu uma Usina Hidrelétrica para "tocar" as suas indústrias, chegando a fornecer energia elétrica à cidade de Botucatu. Da mesma forma que a Matarazzo e a Votorantim, Petrarca Bacchi procurava ser auto-suficiente em energia elétrica, o que mostra que era um empresário moderno e avançado para a sua época.
    
Petrarca Bacchi, além da Usina Hidro-Elétrica do Lobo, que tenta colocar energia elétrica na cidade, possui as Indústrias Ítalo-Brasileiras, com Cervejaria (cerveja, refresco, gelo), Pastifício (massas alimentícias de vária ordem), Beneficiamento (algodão e arroz), Torrefação e Moagem do Café Sublime, Serraria Sant’Anna (carpintaria e fábrica de veículos de madeira), Posto de gasolina, óleo e querosene (fornecidos pela Anglo Mexican Petroleum), Armazém atacadista de cereais, compras a granel de algodão em caroço, e duas fazendas, a Vargem Grande e a Boa Vista.

A 1º de março de 1940 falecia o Sr. Petrarca Bacchi em decorrência de câncer de pulmão, em São Paulo onde se encontrava em tratamento no Sanatório "Esperança", sendo sepultado em Botucatu, consternando toda a cidade