
Emmanuel Hermann Benjamim Pável nasceu em 27 outubro de 1841, em Herrnstadt, na Silésia, Prússia, hoje Wasosz, na Polônia, filho de Carl Pavel e Maria Rose. Veio para o Brasil por volta de 1850/1858. Não existem registros de Emmanuel nas embarcações que vieram para o Rio de Janeiro, residiu em Petrópolis-RJ e Barbacena-MG e acabou por fixar residência na colônia Dom Pedro II, na vila de Santo Antônio do Paraibuna, hoje Juiz de Fora.
A família Hauck, composta por: Friedrich (nascido em 22 de fevereiro de 1820), contratado para trabalhar na construção da estrada União e Indústria e Anna Maria Wolff (nascida, em 18 de outubro de 1819) e seus cinco filhos menores: Louise (nascida em 14 outubro de 1846), Christina (nascida em 15 de janeiro de 1850), Carl (nascido em 19 de novembro de 1852), Friedrich Júnior (nascido em 7 de junho de 1854), e Catharina (nascida, em 24 de fevereiro de 1857), naturais de Bad Münster am Stein, Distrito de Bad Kreuznach, Estado da Renânia-Palatinado (Rhineland-Palatinate), antes Prússia e hoje Alemanha. Embarcaram em Hamburgo no veleiro Osnabrück, no dia 5 de junho de 1858 que aportou no Rio de janeiro em 3 de agosto de 1858. E posteriormente, após a quarentena foram enviados para a colônia alemã D. Pedro II, na vila de Santo Antônio do Paraibuna, hoje Juiz de Fora, onde receberam o lote nº 1, na Colônia de Baixo, atual Bairro Borboleta.
Emmanuel e Louise casaram-se na capela da Colônia D. Pedro II, conforme certidão de casamento emitida pela Cúria Metropolitana de juiz de Fora, em 6 de outubro de 1867. Após casarem se estabeleceram em Rio Novo-MG. Embora morando em Rio Novo, eram membros e frequentadores assíduos da Colônia Dom Pedro II, em Juiz de Fora.
O casal teve 7 filhos: Augusto Davi Leopoldo Pável (nascido em Rio Novo, MG, em 1868, falecido em 11 de julho de 1952), Guilherme Henrique João Pável (nascido em Juiz de Fora, MG, em 13 de setembro de 1871, falecido em 19 setembro de 1930), Maria Sophia Pável, (nascida em Barbacena, MG, em 10 de outubro de 1878, falecida em 21 de fevereiro de 1971 em Cataguases, MG) Olga Pável (nascida em Rio Novo, MG, em 15 de julho de 1887, falecida em Belo Horizonte, MG, em 3 de julho de 1981) Gustavo Adolpho Pável (falecido), Frederico Hauck Pável (nascido em Rio Novo, MG), Dolores Hauck Pável.
Emmanuel Hermann Benjamin Pavel juntamente com sua esposa e filhos, como bons imigrantes alemães eram amantes da cerveja, foi proprietário da Cervejaria Pavel, em Rio Novo-MG, aberta em 1882, estabelecida da Rua Visconde do Rio Branco nº 1, esquina com a Rua Senhora dos Passos, que além da cerveja Pavel, fabricava sodas, vinhos tipo do Porto e do Reino, licores de anis, vermouth e fernet.
Foi também proprietário do Hotel Pavel, segundo informações familiares, foi o primeiro Hotel da cidade de Rio Novo-MG que funcionava no mesmo lugar, e que servia de posto de muda de cavalos das diligências que vinham de Ouro Preto-MG para o Rio de Janeiro-RJ.
Em 27 de janeiro de1892 o periódico O Pharol publica que em Rio Novo, em 25 de janeiro de 1892, faleceu o Sr. Manoel Benjamim Pavel (Emmanuel Hermann Benjamin Pavel) proprietário da Cervejaria Pavel.
Louise Hauck Pavel ficou viúva aos 46 anos de idade e o inventário do seu marido teve início no dia 16 de março de 1892* e finalizado no dia 18 do mesmo mês e ano, passando a viúva a administrar os negócios deixados pelo falecido, inclusive o Hotel Pavel, juntamente com seu filho primogênito Augusto David Leopoldo Pavel, que formaram uma nova sociedade chamada Viúva Pavel & Filho.
Neste inventário foi possível ver o considerável patrimônio de Emmanuel Hermann Benjamin Pavel e o elevado número de credores que ele acumulou nos seus últimos anos de vida.
Em 9 de fevereiro de 1895 o periódico O Pharol publica que em 29 de janeiro deste ano foi dissolvida a firma Viúva Pavel e Filho, retirando-se o sócio Augusto Pavel pago, satisfeito e livre de qualquer responsabilidade, ficando a cargo da Viúva Pavel todo o ativo e passivo da firma.
Segundo informações de familiares, devido ao problema com credores, a Cervejaria Pavel passou para o nome de Enock Ladeira Loures. Não sabemos como aconteceu de fato a transação comercial entre as famílias, alguns dizem que Enock Ladeira Loures apenas emprestou o seu nome para que a firma continuasse funcionando, e outros que ele teria realmente comprado a Cervejaria Pavel e mantendo a Direção Técnica da fábrica a cargo de Augusto David Leopoldo Pavel, pois as famílias eram amigas.
Enquanto isso, Gustavo Adolfo Pável, também filho de Emmanuel e Louise, abriu uma filial da Cervejaria Pável na cidade de Cataguases-MG. A Cervejaria Pável manteve suas atividades até meados da década de 40 do século passado.
Louise Hauck Pavel faleceu em 26 de fevereiro de 1942 na Fazenda da Lagoa, no Distrito de Furtado de campos, em Rio Novo, MG.
Em 2013, Conrado Pável de Oliveira e Getúlio Pavel realizaram um encontro da família Pável, em São João Nepomuceno-MG, com o objetivo de reavivar a história da cerveja Pável. Com algumas ideias, o psicólogo Conrado estuda o resgate da cerveja em Rio Novo-MG, juntamente com o primo Getúlio. O primeiro passo foi dado: Resgatar a história família, foi neste encontro que os tetranetos lançaram o desafio de reabrir a Cervejaria Pável e para isso colaram simbolicamente cópias dos rótulos antigos da Cervejaria Pável em outra cerveja feita em casa por amigos e oferecidas como brinde aos familiares participantes do encontro histórico com a presença de Mirtha Tavares Pável, bisneta de Emmanuel e avó de Conrado e Getúlio.
OBS: Não foram encontrados registros das diversas bebidas, seja na Junta Comercial, nem nos diversos jornais da época.
Em 20 de maio de 1947 foi registrada, na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob o número 95.997, o contrato social de uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada, com o capital de Cr$250.000,00 entre Urias de Castro Figueiredo (Cr$168.00,00), Antonio Zamarian (Cr$62.000,00) e Francisco Sampaio (Cr$10.000,00), sob o nome de Cervejaria Anchieta Ltda, estabelecida na Rua do Oratório 258, Mooca, capital de São Paulo, com o prazo de duração de 2 anos prorrogáveis por mais 5 anos, com a finalidade de fabricação de bebidas.
Em 28 de Julho de 1949, é registrado o vermute Xavantes, sob o nº 1524 da JUCESP (Junta Comercial do Estado de São Paulo).
Em 22 setembro de 1949, é registrado o aperitivo americano Xavantes, sob o nº 143 da JUCESP.
01 de outubro de 1949 o xarope artificial de groselha Xavantes registra sob o número 482 da JUCESP.
Em 5 de setembro de 1950 é alterado o contrato, sob o número 124.790, com a retirada do sócio Antonio Zamarian que transfere suas quotas a Urias de castro Figueiredo, ficando a sociedade constituída por Urias de Castro Figueiredo com Cr$240.000,00 e Francisco Sampaio com Cr$10.000,00.
Em 15 de setembro de 1950, é alterado o contrato, sob o número 125.056, onde o capital é elevado para Cr$1.500 000, 00 tendo sido admitidos na sociedade: Oscar Pereira Lima, Antonío Garcia Silveira, Alice Silva, Stela Maria da Silva e Irene Figueiredo Longo, Cr$l0. 000,00 cada um; Luiz Gonzaga de Souza Figueiredo, Cr$70.000,00; Antonio Salles Sampaio, Cr$35.000,00; Antonio Lima Figueiredo Filho, Cr$3.000,00; Henrique Setti, Cr$40.000,00; 0swaldo Teixeira Luz, Jose de Castro e Pedro dos Santos Figueiredo, Cr$20.000,00 cada um; Paulo Rios Castellões, Cr$24.000,00; Maria Juliana Lima Figueiredo, Cr$140. 000,00; Americo Pereira Lima e Celso Dias de Moura, Cr$50.000,00 cada um; Luiz Silveira Pena, Cr$5.000,00; brasileiros e Pedro Kazimour, Cr$66.000,00, húngaro; e ainda os remanescentes Francisco Sampaio, Cr$54.000,00 e Urias de Castro Figueiredo, Cr$853.000,00.
Na mesma data, 15 de setembro de 1950, é novamente alterado o contrato, sob o número 126.057, onde retiram-se Antonio Salles Sampaio, Antonio Garcia Silveira e Pedro Kazimour. .
Para manter o capital de Cr$1.500.000,00, as quotas ficaram assim constituídas pelos remanescentes: Alice Silva, Stela Maria da Silva, Luiz Silveira Pena e Oscar Pereira Lima, Cr$10.000,00 cada um; Luiz Gonzaga de Souza Figueiredo, Cr$70.000,00; Antonio Lima Figueiredo Filho, Cr$3.000,00; Francisco Sampaio, Cr$54.000,00; Henrique Setti, Irene Figueiredo Longo e Pedro dos Santos Figueiredo, Cr$40 000,00 cada um; Oswaldo Teixeira Luz, Jose de Castro Figueiredo, Cr$20.00,00 cada um; Paulo Rios Castellões, Cr$24.000,00; Urias de Castro Figueiredo, Cr$909.000,00; Maria Juliana Lima Figueiredo, Cr$140.000,00; Americo Pereira Lima, Celso Dias de Moura, Cr$50.000,00 cada um.
Em 30 de janeiro de 1951, é alterado o contrato, sob o número 128.317, onde o capital é elevado para Cr$7.500.000,00, ficando as quotas assim constituídas: Urias de Castro Figueiredo, Cr$5.517.000,OO; Maria Juliana lima Figueiredo, Cr$420.000,00; Francisco Sampaio, Cr$252.000,00; Irene Figueiredo Longo, Cr$240.000,00; Luiz Gonzaga de Souza Figueiredo, Cr$210.000;00; Américo Pereira Lima, Celso Dias de Moura, Cr$150 000,00 cada um; Henrique Setti, Pedro dos Santos Figueiredo, CR$120.000,00 cada um; Paulo Rios Castellões, Cr$72.000,00; José de Castro Figueiredo, Oswaldo Teixeira Luz, Cr$60.000,00 cada um, Oscar Pereira lima, Luiz Silveira Penna, Stella Maria da Silva, Alice Silva, Cr$30.000, 00 cada um; Antonio Lima Figueiredo Filho, Cr$9.000,00.
Em 23 de fevereiro de 1951 o Jornal de Notícias publicou que foi arquivado por despacho na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob o número 50.470, na sessão de 20 de fevereiro, a transformação da sociedade por quotas de responsabilidade limitada em sociedade anônima, com igual capital de Cr$7.500.000,00 com a mesma sede social nesta capital de São Paulo. Capital dividido em 7.500 ações de 1.000 cruzeiros, com o objetivo: Indústria e comércio de bebidas alcoólicas, inclusive cervejas, álcool, refrigerantes em geral e conexos, com o prazo de 20 anos, sob a denominação de Companhia Cervejaria Anchieta, com a seguinte diretoria: Presidente – Dr. Americo Pereira Lima, Diretor Superintendente – Dr. Urias de Castro Figueiredo, Diretor Comercial – Flavio Lapate, Diretor Secretário Francisco Sampaio e Diretor Industrial – Josef Gustav Augusti.
22 de março de 1951 o Jornal de Notícias publicou que foi arquivado por despacho na Junta Comercial do Estado de São Paulo sob o nº 50807, na sessão de 20 de março a ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 8 de março que elevou o capital para Cr$15.000.000,00 e alterou os estatutos.
Em 6 de maio de 1952, foi registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob o número 59.305, a ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 16 de abril de 1952 de março que elevou o capital para Cr$20.000.000,00 e alterou o artigo 6º dos estatutos.
Em 12 de agosto de 1952, foi feita a transferência dos registros dos seguintes produtos: Aguardente de cana, Aguardente com Genciana, Bitter, Conhaque de Alcatrão e Mel, Conhaque, Quinado tinto doce, Vermute tinto seco, Aperitivo Americano, Licor de cacau, Xaropes artificiais de: abacaxi, Limão, Groselha e Morango. das marcas Anchieta e Xavantes da Cervejaria Anchieta Ltda para a Companhia Cervejaria Anchieta.
Em 8 de dezembro de 1955, foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, que em 30 de novembro a Companhia Cervejaria Anchieta pediu que seja impetrado os benefícios da concordata preventiva na impossibilidade de honrar seus compromissos em dia, propondo pagar 60% em 2 anos em 4 prestações semestrais. O Dr. Antonio da Rocha Paes, Juiz de Direito da 10ª Vara Cível determina que se processe a concordata.
Em 19 de maio de 1956, o Jornal Correio Paulistano publicou que por sentença do 10º Ofício Cível foi decretada a falência da Companhia Cervejaria Anchieta, registrada sob o número11.128 da Junta comercial do Estado de são Paulo, na sessão de 19 de junho.
Em 1916 é estabelecida por Francisco Alves Ramalho, português aqui chegado em 19 de janeiro de 1885, a Fábrica de Cerveja Portugal, na Av. Floriano Peixoto 45, no Rio de Janeiro/RJ, sob a firma Francisco Alves Ramalho. onde começa a produzir as cervejas: Maria da Fonte (branca) e General Cadorna (preta).
Em 1918 passa a produzir a cerveja General Luso Alliado (não encontrei referência para saber se é a mesma cerveja General Cadorna com nome trocado).
Em 11 de julho de 1919, foi publicado no Jornal do Comércio o anúncio da constituição, no dia 1º de julho, de um contrato social entre Francisco Alves Ramalho, Paulo Vasquez Ferro e Turibio Alves Rodrigues Amorim, sob a firma Ramalho, Ferro & Amorim, em continuação à firma Francisco Alves Ramalho.
Em 25 de julho de 1919, foi publicado no Jornal do Comércio o anúncio de que no dia 15 de julho. foi dissolvida a sociedade de Ramalho, Ferro & Amorim, retirando-se os sócios Francisco Alves Ramalho, Paulo Vasquez Ferro e Turibio Alves Rodrigues Amorim, recebendo cada sócio a importância de Rs15:000$000 (quinze contos de Réis).
Em 22 de junho de 1920, o periódico O Jornal publica que foi arquivado na Junta Comercial do Rio de Janeiro, na sessão de 2 de junho, o contrato social entre Francisco Alves Ramalho e Francisco Freire de Almeida para exploração de fábrica de cerveja e o mais que possa convir à Rua Marechal Floriano 45, com o capital de Rs60:000$000 (sessenta contos de réis), sob a firma Ramalho & Almeida.
Em 12 de maio de 1922, o Jornal do comercio de publica que em 8 de maio foi feita a dissolução da firma Ramalho & Almeida, sociedade entre Francisco Alves ramalho e Francisco Freire de Almeida.
Em 25 de abril de 1925, o periódico O Jornal publica o aumento de capital da firma individual Francisco Alves Ramalho para Rs110:000$000 (cento e dez contos de réis).
Em 16 de maio de 1925, o periódico O Jornal publica que na sessão de 14 de maio da Junta comercial do Rio de Janeiro, foi pedido o cancelamento da firma individual Francisco Alves Ramalho.
Em 10 de junho de 1925, a Revista Universal publica que na sessão de 4 de maio de 1925, da Junta Comercial do Rio de janeiro, foi constituído o contrato social entre Manoel Ayres Martins, Manoel Duarte Muller, Francisco Alves Ramalho e Manuel Alves ramalho para o comércio de cerveja à Rua Marechal Floriano Peixoto, 45, com o capital de Rs180:000$000 (cento e oitenta contos de réis) com o prazo de dois anos sob a firma A. Martins, Muller & Cia.
Em 29 de maio de 1926, o Jornal do Comercio publica o comunicado que em virtude da saída do sócio Manuel Duarte Muller no dia 20 de maio foi alterado o contrato da sociedade A. Martins, Muller & Cia, organizando um novo contrato, onde Manuel Ayres Martins como solidário e Francisco Alves Ramalho como comanditário, sob a firma A. Martins & Cia que sucede aquela.
Em 23 de junho de 1928, o periódico O Jornal publica que na sessão de 18 de junho da Junta comercial do Rio de Janeiro, foi feito o distrato da firma A. Martins & Cia, retirando-se Manoel Ayres Martins que recebe Rs296:643$462 (duzentos e noventa e seis contos, seiscentos e quarenta e três mil e quatrocentos e sessenta e dois réis) e Manoel Alves Ramalho que recebe Rs22:111$987 (vinte e dois contos, cento e onze mil e novecentos e oitenta e sete réis).
Em 6 de julho de 1928, o Jornal do Comercio publica o contrato social entre Paulo Vasquez Ferro e Manoel Alves Ramalho para o comercio do fabrico de cerveja à R. Marechal Floriano 45, com o capital de Rs50:000$000 (cinquenta contos de réis) e com prazo indeterminado, sob a firma Ferro & Ramalho (Paulo Vasquez Ferro e Manoel Alves Ramalho). Obs: a data da Junta Comercial foi publicada errada.
Em 30 de julho de 1930, a Fábrica de Cerveja Portugal inaugura novas instalações na R. Visconde de Santa Isabel 32, no bairro de Vila Isabel e Transforma as instalações da Av. Floriano Peixoto, 45 em depósito.
Em 18 de setembro de 1955, o Jornal do Brasil publica a alteração contratual da Fábrica de Cerveja Portugal Ltda, arquivada no DNIC em 2 de agosto, onde se retira o sócio Paulo Vasquez Ferro (publicado erroneamente como Pablo Vasques Vasques) e admite como sócio Aurelio Oliveira Dias. Sob a firma Cervejaria Portugal Ltda.
Em 16 de julho de 1958, o Jornal do Comercio publica o aumento de capital da Cervejaria Portugal para Cr$ 3.000.000,00 (três milhões de cruzeiros). sendo Cr$ 2.820.000 (dois milhões e oitocentos e vinte mil cruzeiros) pertencentes à Manoel Alves Ramalho e Cr$180.000 (cento e oitenta mil cruzeiros) à Aurélio Oliveira Dias.
Em 10 de setembro de 1958, falece, em Portugal, Francisco Alves Ramalho, fundador da Fábrica de Cerveja Portugal e pai do sócio Manoel Alves Ramalho.
Em 15 de fevereiro de 1959, o Jornal do Comercio publica a alteração contratual da Cervejaria Portugal Ltda arquivada no DNIC em 9 de janeiro, com a admissão como sócio de Manoel Alves Ramalho Filho e o aumento de capital para Cr$ 4.000.000,00 (quatro milhões de cruzeiros).
Em 24 de agosto de 1959, renova o registro da marca de fábrica e passa a usar os dois nomes: Fábrica de Cerveja Portugal e Cervejaria Portugal Ltda, ao mesmo tempo.
Na década de 1970, a Cervejaria/Fábrica de Cerveja Portugal fecha as portas, não sei se encerra as atividades ou se é vendida para a Industria de Bebidas Amazonia Ltda, esta passa a fabricar e usar as marcas Maria da Fonte e Black Portugal.

Em 13 de agosto de 1917 o jornal “A Época” publica que na Diretoria de Obras da Prefeitura os senhores Penedo e Peres assinaram o termo de obrigação, pelo qual lhes é concedido a título precário licença para montagem de uma fábrica de cerveja no prédio nº 8 da Rua da Conceição no Rio de Janeiro, obrigando-se estes senhores a não usar nada que incomode o vizinho do referido prédio.
Em 8 de outubro de 1917, o Jornal do Comercio publica que na sessão da Junta Comercial de 1º de outubro de 1917, foi deferido o registro da marca Camões.
Em 15 de novembro de 1917, vários jornais, entre eles: O Paiz, O Lanterna, A Razão, etc. noticiam a festa de inauguração no dia anterior, dia14, às 16 horas, da Fábrica de Cerveja Camões, à rua da Constituição nº 8, no Rio de Janeiro, pela firma Penedo & Peres, composta pelos senhores Ermelindo Penedo Costa e Francisco Peres.
Em 1921, após 4 anos de existência, a fábrica possui 94 trabalhadores e gira com o capital de 40 contos de réis.
Em 1934 muda para a Rua Teodoro da Silva nº 1, em Vila Isabel.
A Gazeta de notícias de 29 de dezembro de 1937 publica que o Juiz da terceira vara atendendo ao requerimento de Manoel Piedras Martinez credor de Rs 32:237$000, decretou a falência de Penedo & Peres, estabelecido à Rua Teodoro da Silva 1ª, o termo legal retroagiu a 10 de novembro último.
Em 13 de fevereiro de 1938, o Jornal do Comercio, anuncia o leilão, em 18 de fevereiro, da massa falida da Fábrica de Cerveja Camões.

A Fábrica de cerveja Primavera foi fundada em 1907 por Manoel Rodrigues Martins e Manoel Lopes Gonzales constituindo a firma Martins & Lopes, na Rua de São Jorge nº 37, Rio de janeiro.
Na sessão de 20 de abril de 1909 da Junta Comercial do Rio de Janeiro é registrada a cerveja Primavera Stout, sob o número 6051.
Em 1919, a Fábrica de Cerveja Primavera, passa a pertencer somente a Manoel Lopes Gonzales, sob a firma: M. Lopes Gonzales, a cervejaria tem um capital aplicado de R40.000$000 e uma fabricação de 30.000 a 50.000 garrafas.
Em 6 de setembro de 1921, o Decreto Municipal nº 1.599, mudou o nome da antiga rua de São Jorge, para rua Ledo, sobrenome de Joaquim Gonçalves Ledo, propagandista ardoroso da nossa independência política.
Em 1926, a Fabrica de cerveja Primavera passa a pertencer a Manoel Lopez Gonzales e Evaristo Nunes Miguez (espanhol), sob a firma M. Lopes & cia ltda, estabelecida à R. Ledo 77; a fábrica é dotada de aparelho modernos de origem alemã.(1942) (cervprimav)(londrina primavera)
Em 5 de setembro de 1935, o Decreto Municipal nº 5.624, anulando o decreto 1.599 de 1921, concedeu ao logradouro a denominação de rua Gonçalves Ledo, que ainda conserva até hoje.
Em 8 de agosto de 1945, o Jornal do Brasil publica a venda, em 3 de agosto, por M. Lopes & Cia. Ltda., para os sócios solidários: Alberto dos Santos, Alberto Martins Ribeiro e Domingos de Araujo Miranda, sob a firma: Santos, Martins & Miranda - Fábrica de cerveja Primavera. Nesta época a Fábrica de Cerveja primavera trabalha com 10 empregados, faz suas entregas em 3 caminhões de sua propriedade e no verão tem uma produção diária de 6.000 garrafas.
Em 10 de julho de 1946, o Jornal do Brasil publica o arquivamento em 17 de junho, no Departamento de Indústria e Comércio do RJ, da alteração do contrato social da firma Santos, Martins & Miranda, originada pela retirada do sócio Domingos Araujo Miranda, pago com Cr$210.000,00 e satisfeito de seus haveres. Continuando os sócios remanescentes a explorar o mesmo ramo de negócio sob a firma Santos, Martins & Miranda - Fábrica de cerveja Primavera. (primavera3)
Em 27 de julho de 1946 Transformação da sociedade solidária Santos, Martins & Miranda para sociedade limitada, sob a firma: Fábrica de Cerveja Primavera Ltda, aumento do capital social para Cr$500.000,00, dividido em partes iguais entre os sócios cotistas: Alberto dos Santos e Alberto Martins Ribeiro e outras modificações contratuais.
Em 30 de junho de 1947, foi aumentado o capital para Cr$ 750.000,00, em partes iguais para os dois sócios Alberto dos Santos e Alberto Martins Ribeiro.
Em 30 de abril de 1952, o Jornal do Brasil publica que, em 25 de abril deste ano, foi feita a dissolução da sociedade, entre Alberto dos Santos e Alberto Martins Ribeiro. pela retirada do sócio Alberto Martins Ribeiro, com a importância de Cr$ 442.597,53. Ficando o sócio Alberto dos Santos, de nacionalidade portuguêsa, aqui chegado em 1923, casado com brasileira e tendo 3 filhos dessa união, responsável individualmente pela firma Fábrica de cerveja Primavera Ltda, à R. Gonçalves Ledo 77.
Ainda neste ano, 1952, a firma passa a ser Antonio dos Santos - Cervejaria.
Em 23 de outubro de 1971, o periódico “O Jornal” publica que o Juizo da Quinta Vara Cível da Guanabara, em 07 de outubro de 1971, faz saber que se processe o pedido de concordata preventiva de Alberto dos Santos – Cervejaria.
Nesta época a Cervejaria Amazonia passa a comprar as marcas das cervejarias que iam fechando as portas, com isso conseguiu ser a única cervejaria de alta fermentação no Rio de janeiro, chegando a ser proprietária de 12 marcas de cervejas tradicionais.