18 abril 2014

Cervejaria Deutsch Bier Brauerei / Fabrica de Cerveja Rudolph Homrich / Port & Homrich




A Colônia Santo Ângelo, na Depressão Central do centro do estado e à beira do Rio Jacuí, foi a 25ª colônia alemã, criada oficialmente por lei em 30 de novembro de 1855, mas definitivamente instalada em 1857, pertencente, então, ao município de Cachoeira.

Em 16 de novembro de 1857 desembarcaram na margem esquerda do rio Jacuí, em Cerro Chato, atual município de Agudo, cento e dezenove colonos alemães, os primeiros imigrantes germânicos, os pioneiros da Colônia Santo Ângelo, os quais iniciaram um núcleo de desenvolvimento cultural e econômico na região central da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.

A chegada desses imigrantes e posteriormente dos italianos impulsionou a economia da região através das várias culturas e principalmente do arroz, muita da força dessa economia colonial estava no comércio dos gêneros produzidos nas propriedades familiares. O centro regional de vendas dos produtos agrícolas era a sede do Município de Cachoeira, cerca de 70 km a sudeste da colônia.

A família Homrich originária da cidade de Erbelfeld, na antiga Província do Reno, composta por Johann Carl Homrich (carl Homrich Sênior) nascido em 1809, casado com Wilhelmine Elisabeth Hüsselmann nascida em 1823 e os filhos: Carl, Otto, Emílio e Roberto, chegou ao Brasil em 1851, tendo se estabelecido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Em 26 de dezembro de 1857, um mês depois dos primeiros colonos chegarem, o casal Homrich acompanhado do filho Carl Homrich Júnior, nascido em 11 de outubro de 1834, chegou à Colônia Santo Ângelo.

Carl Júnior casado com Luize Philippine Dreyer, foi empregado de Augusto Rhode em 1858, tendo se tornado curtidor e seleiro, depois fixou residencia na Colonia Santa Cruz. Posteriormente foi para a Argentina, em 23 de março de 1870 retornou à Colonia Santo Angelo, em 1875 foi um dos fundadores do Gesangverein Hoffnung, o Coral Esperança, tendo sido eleito secretário. Foi professor do Estado e de aulas de confirmação e por último, em dezembro de 1894, escrivão civil. Faleceu em 20 de julho de 1920 em Agudo.

Karl Homrich Júnior e Philippine Dreyer (esposa)
Agudo, 19.1.1906

Em 2 de fevereiro de 1859, vindo de Porto Alegre, chegou na colônia um outro filho, Otto Homrich, nascido em 12 de julho de 1837 e que se tornou agricultor, cervejeiro e comerciante estabelecido na Picada Morro Pelado. Otto faleceu em 25 de novembro de 1926 em Agudo.

Otto Homrich e Mathilde Henriette Pötter (esposa)

A apreciação e consumo da cerveja é um dos traços marcantes da cultura alemã. Em 1858, a cevada plantada era utilizada, basicamente, para a produção de cerveja, em humildes fabriquetas, pelos próprios imigrantes.

Na década de 1880, a cidade possuía uma atividade econômica diversificada, com cinco estabelecimentos industriais, nove comerciais e dez de serviços. A indústria era composta pela fabricação de cerveja, tijolo, sabão e carne, além do beneficiamento de arroz; o setor comercial vendia tecidos, secos e molhados, ferragens, vinhos, carnes, artigos de ouro e relógios, pães e remédios; o setor de serviços abrangia alfaiates, barbeiros, casas de bilhar, funileiros, marceneiros, médicos, sapateiros e tamanqueiros, tipógrafos e hospedarias.

Da sua criação até 1882, a colônia esteve sob o controle da administração provincial, por meio de um diretor nomeado pelo Presidente da Província; a partir de então, teve abolida a sua autonomia administrativa e foi incorporada como distrito à administração de Cachoeira. No dia 4 de setembro de 1885, a Câmara Municipal de Cachoeira do Sul dividiu a Colônia Santo Ângelo em seis grandes complexos de acordo com a Lei nº 1.433 de janeiro de 1884, para arrecadação do imposto colonial. Neste momento, foi extinta a unidade e a autonomia da Colônia Santo Ângelo. A partir desta data, Santo Ângelo deixou de existir, surgindo em seu lugar distritos que deram origem a vários municípios: Agudo (1959), Restinga Seca (1959), Nova Palma (1960), Dona Francisca (1965), Paraíso do Sul (1988) e Cerro Branco (1989).


Nas dècadas de 1880-90, por causa das melhorias de infra-estrutura da cidade de Cachoeira, vários comerciantes e agricultores enriquecidos, provenientes da Colonia Santo Angelo, se instalaram na cidade.
Na Rua Sete de Setembro foram se instalando as casas comerciais de primeira classe, e sob a administração do Município de Cachoeira não foi diferente de quando os primeiros alemães se estabeleceram na Colônia Santo Ângelo, onde logo deram jeito de providenciar a fabricação das bebidas tão apreciadas, logo a Rua Sete de Setembro ficou pontilhada de chaminés das fábricas de cerveja.

Em 1883, a cidade tinha tres cervejarias e entre elas a Deutsch Bier Brauerei, fundada por Rodolpho(Rudolph) Homrich, filho do cervejeiro Otto Homrich.

Rodolpho foi uma pessoa muito dedicada aos assuntos da comunidade e sempre participou dos assuntos ligados à cidade. Em junho de 1893, foi um dos 27 fundadores da Comunidade Evangélica, tendo sido eleito um dos seus diretores quando resolveram adquirir uma casa, que servisse de Escola e de Capela. No dia doze do mesmo mês, uma comissão adquiriu, em nome da futura Comunidade, uma casa do senhor Antônio Neves por 2:750$000, situada ao leste da Praça José Bonifácio; Em agosto de 1896 participou da fundação do Schützen-Verein Eintracht (Sociedade dos atiradores Concórdia), hoje Sociedade Rio Branco, na residência de José Müller, na Rua 7 de Setembro, por 16 membros da Comunidade Alemã; Em 1904 foi presidente da Liga Operária; Em 1910 foi eleito membro da diretoria do Schützen-Verein Eintracht; Em junho de 1920 fez parte da comissão de angariadores de donativos para a festa do centenário de Cachoeira; Foi grande entusiasta do tênis, ciclismo e exímio atirador tendo recebido diversos prêmios.

Em 1901 a Cerveja de Rodolpho Homrich foi premiada na Exposição Estadual.

Em 1907 Rodolpho Homrich se une a Pedro Fortunato Baptista para a fabricação de licores sob a firma Homrich & Baptista.

Em 5 de janeiro de 1912 por volta de 19 horas desabou forte temporal sobre a cidade, chuva torrencial e fortes ventos causaram, na cervejaria um prejuízo estimado em Rs 2:000$000.

Em 8 de julho de 1913 foi registrado, na Junta Comercial do Rio Grande do Sul, sob o número 2289, o segundo exemplar do rótulo da Cerveja Homrich.

Por volta de 1918 o Almanaque Laemert deixa de fazer referencia à cervejaria de Rodolpho Homrich, é possível que tenha encerrado a produção.


Em 3 de março de 1926 é publicado no jornal A Federação que, na sessão de 2 de março, na Junta Comercial foi despachado o requerimento para o arquivamento do contrato social feito entre Pedro Port e Rodolpho Homrich para a fabricação de bebidas em geral com o capital de Rs 340:000$000 sob a firma Port & Homrich.

Em 29 de novembro de 1928 é publicado no jornal A Federação a relação dos premiados na Grande Exposição Comercial, Industrial e Agropecuária do Rio do Grande do Sul, aparecendo nesta relação a firma Port & Homrich premiada com 2 medalhas de ouro, uma para a cerveja pilsen e outra para a Agua de Abacate, uma especialidade sem álcool.

Até 1932 esta cervejaria ainda estava em funcionamento.

07 janeiro 2014

Cerveja Caseira Krulowa / Agrícola e Comercial de Alimentos Barro Preto Ltda.


Baseado nos artigos: Cerveja feita em casa,tradição em Irati, no Paraná - O Estado de são Paulo - 11/06/2000 - Luciana Garbin e Vai uma cervejinha aí? Em Irati, o pessoal fabrica no quintal de casa – NQM comunicação - 26/03/2006


Este artigo foge um pouco da linha das antigas cervejarias, mas acho que é válido o registro desta fabricação que chegou a movimentar todo um município e chegou a ter repercução até no estrangeiro.

Irati, o município paranaense, que dista 147 quilômetros da capital Curitiba, brinda a chegada do novo ano, celebra o almoço de Páscoa e comemora aniversários e casamentos com uma bebida trazida no começo do século por imigrantes poloneses, ucranianos e alemães que começaram a chegar na cidade em 1908 e se intensificaram no período de 1911 a 1912.

Em Irati, polêmicas sobre fusões de grandes cervejarias são coisa de fora, pois o que interessa é ter uma boa receita de cerveja em casa para poder preparar o fermentado doce e espumante, feito de lúpulo e açúcar caramelizado.

De teor alcoólico muito baixo é apenas 0,7%, em comparação com cerca de 5% da bebida industrializada, a cerveja caseira de Irati pode ser encontrada desde em mamadeiras de crianças até em minimercados e festas de terceira idade. Além disso, é considerada uma das principais tradições do município. "Aqui em Irati cada um tem seu cervejeiro predileto e o costume de fazer cerveja em casa passa de mãe para filha".

O fermentado caseiro, no entanto, também tem seus inconvenientes. Ao contrário das cervejas de garrafa, continua a fermentar mesmo depois de envasado e, se for guardado por muito tempo, seu frasco pode estourar. Além disso, como costuma fazer muita espuma, causa transtornos na hora de abrir a garrafa e não tem muita saída em bares, por conter pouco álcool.

Assim, nada mais justo que Irati, seja um grande consumidor de cerveja caseira. Com tanta procura, o município é o maior consumidor de lúpulo no Paraná, uma espécie de planta aromática utilizada na fabricação da bebida.

O que era apenas uma bebida feita para parentes e amigos começou a virar um bom negócio para cerca de 25 produtores da cerveja caseira, em 1995, foi criada a primeira Festa Nacional da Cerveja Caseira. A produção atingiu 170 mil litros anuais e toda a fabricação teve venda garantida. “A cerveja ia para Santos, Curitiba, Brasília e até para o Mato Grosso”.

A primeira edição da festa da cerveja caseira teve dois degustadores de Yakima, cidade norte-americana produtora de lúpulo, e, como premio, viagens internacionais. A avaliação levava em conta sabor, aroma, coloração, limpidez e consistência de espuma. O evento reuniu 20 mil pessoas. Em dois dias, foram consumidos 15 mil litros de bebida caseira.

O primeiro iratiense que tentou produzir e comercializar a cerveja caseira em larga escala foi o engenheiro agrônomo José Luís Pabis. De olho na aceitação que a bebida tinha na região, decidiu fazer um teste: depois que a mãe, Bronislava Pabis, conseguiu o terceiro lugar no concurso de cerveja caseira em 1995, pediu a ela que preparasse 200 litros e distribuiu-os por bares da BR-277, que passa perto de Irati. Depois de três dias, o pessoal já tinha vendido tudo e estava pedindo mais, conta. Então passamos a produzi-la nos fundos de casa.

“O sabor continua caseiro, mas a bebida é produzida industrialmente”, afirma. O engenheiro agrônomo investiu cerca de R$ 150 mil em maquinário e chegou a ter 11 funcionários. Hoje, apenas ele e sua mãe fabricam o fermentado. “Para se fazer cerveja, é preciso ter amor. Falta pessoal qualificado para isso”, lamenta.

Em 1997, a família conseguiu o registro do produto no Ministério da Agricultura e instalou a primeira indústria de cerveja caseira do País, lançando oficialmente a marca Krulowa, que, em idioma polaco, significa rainha. Para evitar a concorrência da produção familiar em Irati, Pabis vendia a bebida em embalagens plásticas de um e dois litros para clientes de Curitiba, Guarapuava, União da Vitória e municípios próximos. “Enquanto a cerveja caseira era novidade ela foi uma febre, mas faltou divulgação”.

Em 1999, com a explosão do consumo das tubaínas, refrigerantes de tutti-frutti vendidos por baixo preço a garrafa, as vendas de cerveja caíram. O sucesso ficou também comprometido, de acordo com o empresário, pelo aumento de preços, principalmente de produtos importados, como o lúpulo, depois da desvalorização do dinheiro.

Em 2000, por causa da crise, a empresa da família, que tinha capacidade para produzir 2.400 litros de cerveja caseira por dia suspendeu as suas atividades, mantendo-se a partir daí a um nível residual. “Continuamos com a firma aberta, mas não estamos produzindo em consequênciacia dos custos", lamenta Pabis. "Ainda vou voltar a comercializar a Krulowa, mas faltam investimentos".

Duas pessoas em Irati possuem a autorização para fabricar a cerveja caseira, ou melhor, o fermentado de açúcar com lúpulo, a denominação correta do produto. Apenas José Luís Pabis, proprietário da fábrica Krulowa, continua em atividade.

A cerveja, que era vendida em mercados, bares e nos comércios na beira de estrada, está proibida de ser comercializada desde junho de 2005. Agora, apenas quem tem o registro no Ministério da Agricultura pode vender. No entanto, por determinação do ministério, o nome “cerveja caseira” está proibido. A denominação agora é “fermentado de açúcar com lúpulo”, o que causou estranheza entre os consumidores. Pelas normas brasileiras, a cerveja tem de possuir 7% de mosto de malte em sua composição, o que não acontece com a bebida feita em Irati, que não possui o ingrediente na sua receita. “Na Bélgica, bebidas sem malte são classificadas como cerveja”, compara José Luís Pabis, dono da única fábrica do fermentado na região.

  
Para aumentar as vendas, Pabis teve que usar uma estratégia de marketing. “As pessoas estranhavam o nome e acabavam não comprando”, lembra. Para isso, ele chegou a imprimir alguns cartazes para colocar nas gôndolas dos mercados com a denominação correta e em destaque a frase “popular cerveja caseira”.

Desde junho de 2005, a vigilância sanitária de Irati começou a cumprir um decreto do Ministério da Agricultura, que proíbe o comércio da bebida sem o devido registro, e exige o cumprimento de normas técnicas e sanitárias. A partir disso, os pequenos produtores viram uma oportunidade de ganhar dinheiro desaparecer e a proibição da venda inviabilizou a 11.ª edição da festa, que seria realizada em novembro desse ano.

Uma reunião entre a prefeitura, a vigilância sanitária da cidade e os fabricantes tentou mudar essa realidade. A proposta de criação de uma cooperativa foi discutida, mas os altos custos para comprar o maquinário exigido pelo ministério, cerca de R$ 120 mil, inviabilizaram o projeto.

06 dezembro 2013

Sociedade Anônima Companhia Paulista de Cervejas Vienenses / Brauerei Schwechat Aktienges Ellschaft


Imagens dos rótulos cedidas pelo colecionador Paulo Antunes Júnior

Em 23 de junho de 1951, reuniram-se em assembléia com o fim de constituírem definitivamente a Sociedade Anonima Companhia Paulista de Cervejas Vienenses e para apreciação e votação do laudo pericial de avaliação dos bens com que os fundadores: Brauerei Schwechat Aktienges Ellschaft, Friederich Weber e Wilhelm Karl Franz Menzl integrariam a sua subscrição de ações de constituição da sociedade anônima em organização. Tendo os presentes, de comum acordo, aceitado a avaliação dos bens que se encontram encaixotados em Linz, Danúbio e Aschach na Áustria, formando estes bens um maquinário completo e dos mais modernos para fabricação de cerveja no valor de Cr$23.425.000,00 (vinte e três milhões e quatrocentos e vinte cinco mil cruzeiros).

O capital da sociedade foi constituído por 30.000 ações no valor de Cr$1.000,00 cada uma, subscrito pelos seguintes sócios: Paulo Cochrane Suplicy, brasileiro, com 3.200 ações; Nelson e Wilson – Administração de Bens Ltda. sociedade comercial representada por seu diretor Nelson Mendes Caldeira, com 3.200 ações; Brauerei Schwechat Aktienges Ellschaft, representada por seu procurador George Mautner Von Markhof, austríaco, com 11.000 ações; Fritz (Friederich) Weber, austríaco, com 6.000 ações; Wilhelm Karl Franz Menzl, austríaco, com 6.425 ações; Thomas C. Simonsen, brasileiro, com 75 ações; Arnaldo D’Ávila Florence, brasileiro, com 100 ações, perfazendo, assim, o valor de Cr$30.000.000,00 (trinta milhões de cruzeiros).

Levaram dois anos entre 1951 e 1953 para a escolha e a implantação da cervejaria, o que conduziu os empresários a instalar a Companhia Paulista de Cervejas Vienenses em Agudos e não em outra cidade, foram os fatos dos austríacos fornecerem toda a tecnologia e a transferência do equipamento de uma cervejaria austríaca. Em contrapartida, demandavam a aquisição de terras que tivessem mananciais de águas com características que permitissem a fabricação de uma cerveja idêntica à que faziam na Áustria, a aquisição de áreas anexas onde pudesse ser construída uma vila residencial para os empregados e implantadas florestas de eucalipto em quantidade suficiente para abastecer, com lenha, as caldeiras da fábrica. Para encontrar esse local, os austríacos utilizaram um dos seus principais técnicos, o Dr. Fritz Weber, que realizou os levantamentos percorrendo várias regiões do Estado de São Paulo, o que o conduziu à cidade de Agudos. No tempo em que ficou em Agudos, o Dr. Weber visitou vários mananciais, em vários municípios da região, até se encantar com as águas do Rio Pelintra, cuja nascente e a totalidade do seu leito ficam em Agudos. Foram feitas muitas análises e cálculos que embasaram os argumentos do Dr. Weber e conduziram a diretoria da Vienenses a decidir pela instalação da cervejaria no interior do Estado e não na capital ou próximo dela como era o desejo de diretores e acionistas. As áreas foram então adquiridas, com a intermediação do prefeito Padre Aquino e do Sr. Celso Morato presidente da Câmara de Vereadores, viabilizando a implantação do projeto.

As máquinas e equipamentos chegaram, pelos vapores Oaasterland e Afaastland, durante o mês de outubro de 1951.

Em 28 de janeiro de 1952, através de assembleia geral extraordinária, eleva seu capital de Cr$30.000.000,00 (trinta milhões de cruzeiros) para Cr$80.000.000,00 (oitenta milhões de cruzeiros.

Em 20 de novembro de 1953, foi iniciada a venda do primeiro produto desta companhia, a cerveja Vienense.

Em 30 de janeiro de 1954, transfere sua sede social da capital para o Munício de Agudos, local de sua fábrica.

Relatório da diretoria publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 09 de maio de 1954
“...Recebida com extraordinário sucesso em todo o estado de São Paulo, graças as suas excepcionais qualidades de cerveja leve, pura e genuína. Tal foi o seu êxito que a cervejaria vem encontrando dificuldades para atender ao volume de pedidos formulados.
Considerada a cervejaria mais moderna instalada no Brasil não foi possível conclui-la inteiramente durante o ano. Estão em fase final as instalações para a fabricação de refrigerantes, do gás carbônico e dos produtos derivados destinados a alimentação de gado. No primeiro semestre de 1954 tal produção deverá estar iniciada.
A elevação geral do custo de utilidades, as dificuldades inesperadas e supervenientes na edificação do parque industrial e a previsão de um desenvolvimento maior da fábrica dentro em breve fizeram com que os orçamentos iniciais fossem ultrapassados. Com a compra de 2000 alqueires para assegurar a posse das bacias dos rios: Pelintra, Bugre e Coxo indispensáveis para o abastecimento de agua, a construção de onze residências para técnicos, a estação de energia própria, o alto custo de construção resultante da especulação da praça sobre cimento, ferro e etc., o aumento dos estoques de matérias primas e vasilhames e sua majoração em face da nova politica cambial e outros. Fomos levados por tais razões a recorrer a financiamentos que nos foram concedidos prontamente pelo Banco do Brasil e importantes bancos de São Paulo...”

Em 31 de maio de 1954, através de assembleia geral extraordinária, eleva seu capital de Cr$80.000.000,00 (oitenta milhões de cruzeiros) para Cr$110.000.000,00 (cento e dez milhões de cruzeiros).

Em 9 de outubro de 1954 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a ata da assembleia geral ordinária da Companhia Cervejaria Brahma, acontecida em 23 de setembro de 1954, onde foi comunicado aos acionistas pelo senhor presidente da Companhia, Heinrich Künning, terem chegado, a bom termo os entendimentos entabolados, já há algum tempo, com plena aprovação do Conselho Fiscal, junto à Companhia Paulista de Cervejas Vienenses S. A., de Agudos, em virtude dos quais subscrevera parte do aumento do respectivo capital social a fim de participar de forma eficiente no desenvolvimento e progresso da referida empresa. A assembléia geral, inteirada de todas as minúcias das negociações, ratifica, plenamente, os atos da diretoria.

E ainda nesse ano, 1954, a Brahma assume o controle acionário da Companhia Paulista de Cervejas vienenses, de Agudos - SP.

Em 26 de maio de 1961, a Brahma inaugura sua nova filial em Agudos - SP, com a incorporação da antiga Companhia Paulista de Cerveja Vienenses.



Aqui deveria terminar nosso relato, mas como podem ficar curiosos a respeito da cervejaria que, através de sociedade, proporcionou a construção de uma das maiores e mais modernas cervejaria da época.

Ação da Schwechat Brauerei

A cervejaria Schwechat foi fundada em 1632 por Peter Descrolier, em Frauenfeld (campo das mulheres), Schwechat, Viena. A cervejaria Schwechat foi destruída várias vezes e mudou de proprietários muitas vezes.

Em 22 de Outubro 1796 Franz Anton Dreher, cervejeiro com residência na cidade de Viena, comprou a cervejaria.

O filho de Franz, Anton Dreher assumiu a cervejaria em 1837. Em 1839, ele a transformou para baixa fermentação, o que marcou o desenvolvimento da cerveja lager. Em 1841, ele percebeu que o resfriamento era decisivo para a cerveja de baixa fermentação, passando a colocar a cerveja em uma grande adega com gelo armazenado.

Em 1848, foi o primeiro fabricante de cerveja na Áustria a utilizar um motor a vapor, o motor a vapor está agora em exposição no Museu Técnico de Viena.

Posteriormente, o império da cervejaria Dreher foi se estendendo por meio de aquisições de cervejarias existentes por todo o Império Austro-Húngaro. Entre elas estavam a cervejaria Michelob, perto de Saaz, adquirida em 1859; a cervejaria Steinbruch (fundada em 1854), em Budapeste em 1862 e a cervejaria Trieste em 1869.

A primeira máquina de refrigeração, que também foi a segunda máquina da Linde AG, foi montada em 1877, na cervejaria em Trieste.

Anton Dreher faleceu em 1863, após sua morte quem liderou a cervejaria foi o advogado Caetano Felder, tutor do jovem Anton Dreher Jr. até a sua maioridade em 1870. Caetano Felder depois foi prefeito de Viena.

Em 1905 a cervejaria foi transformada na sociedade anônima cervejarias Anton Dreher.

A cerveja "Schwechater Lager" fez com que a cervejaria se tornasse famosa. No início do século XX era a "cervejarias Dreher" a maior empresa de cerveja do mundo. Em 1913, a Anton Dreher Brauerei AG (Cervejaria Anton Dreher S/A) fundiu-se com a cervejaria St. Marx Adolf Ignaz Mautner de Markhofgasse e com a cervejaria Simmering, a fusão das três cervejarias criou a United Breweries Schwechat.

Após a morte de Anton Dreher Jr., em 1921, o único herdeiro era o neto de oito anos de idade, Oskar Dreher e por disposição testamentária, o filho mais velho de Anton Dreher, Eugene Anton Dreher (nascido em 1871), foi eleito Presidente da United Breweries. Pouco tempo depois, em 1925, morreu Eugen Anton Dreher, a gestão da empresa passou a ser feita por um parente de Anton, Eugene Turner, que imediatamente vendeu a totalidade das ações da cervejaria a um consórcio de bancos, fazendo com que se tornasse o maior acionista da Companhia e Richard Schoeller seu vice-presidente.

Em 25 Fevereiro de 1926, em Abbazia, ocorreu a morte de Oskar Dreher, aos doze anos de idade.

A partir de 1927 e 1928 novas fusões e aquisições de cervejarias foram feitas tais como as aquisições da cervejaria Hütteldorfer, a cervejaria Jedlesee e a cervejaria Waidhofen.

. Em 1935, a família Mautner Markhof adquiriu as quotas do último herdeiro da família Dreher e passou a deter a maioria das ações da empresa. Um ano depois, a United Breweries fundiu-se com a cervejaria St. George.

Devido à escassez de matérias primas, durante a Segunda Guerra Mundial, pouca cerveja lager foi produzida. No entanto, no último ano da guerra, em 1945, a cervejaria Schwechat foi em grande parte destruída. Pela primeira vez em 1 Setembro sob a direção de Manfred Mautner Markhof sen. (1903-1981) começou a reconstrução da cervejaria.

Em 1949, seu filho Manfred "MMM" Mautner Markhof Jr (1927-2008) passou a fazer parte da Cervejaria Schwechat e foi nomeado para o Conselho em 1957.

Em 1950, a cervejaria Schwechat adquire a Cervejaria Nossdorf, desmantela as instalações de produção e empacota para serem enviadas para o Brasil.

Ação de 1940 da Nußdorf Brauerei

15 novembro 2013

Fábrica de Cerveja Princeza Imperial / Cervejaria Princeza / S.A. Companhia Cervejaria Princeza / Cervejaria Princeza Ltda.


Baseado no Almanak Laemert e em notícias de vários jornais
Imagens dos rótulos cedidas pelo colecionador Paulo Antunes Júnior



Em 1882, é inaugurada a Fábrica de Cerveja Princeza Imperial de propriedade da firma Alves, Bastos & Peixoto, formada pelos sócios: Paulo de Souza Alves, Antônio Soares da Gama Bastos e Antonio Peixoto Cavalcante D'Ourem, situada na Rua Visconde de Itauna 13, Praça Onze, RJ.
Em 1884, com a saída dos sócios Paulo de Souza Alves e Antônio Soares da Gama Bastos, que juntos adquiriram a Fábrica de Cerveja Glória, desfez-se a sociedade e foi criada uma nova sociedade: Peixoto, Guimarães & Cia, composta pelos sócios: Antonio Peixoto Cavalcante D'Ourem, José Teixeira da Costa, Manoel Antônio Pereira Guimarães e Manoel Gomes Correa. Fabricam uma cerveja simples chamada Princeza e uma dupla chamada Berlim.

Em 20 de junho de 1891, o Jornal Diário de Noticias, publica que foi arquivado na Junta Comercial o contrato social da firma Peixoto, Guimarães & Cia, para fabricação de cerveja com o capital de 60:000$000.

Em 1895,com a saída dos sócios: Antonio Peixoto Cavalcante D'Ourem e José Teixeira da Costa, passa a ser responsável pela cervejaria a firma Pereira Guimarães & Correa formada pelos sócios remanescentes: Manoel Antônio Pereira Guimarães e Manoel Gomes Correa

Em 1899, com a saída do sócio Manoel Gomes Correa é criada uma nova firma, P. Guimarães & Cia, formada pelos sócios: Manoel Antônio Pereira Guimarães, Zeferino José da Costa e Joaquim Ferreira Souto Júnior. Nesta época continuam a fabricar as cervejas Princeza e Berlim e passam a fabricar a cerveja Bock Bier.
Em 15 de setembro de 1902, é registrada a Cerveja Princeza, pela firma P. Guimarães & Cia, sob o nº 3434 da Junta Comercial do Rio de Janeiro.

Em 1904, aparece no Almanak Laemert, pela primeira vez, a cerveja Black Princess.

Em 22 de setembro de 1906, é registrada a Cerveja Black Princess, pela firma P. Guimarães & Cia, sob o nº 4873 da Junta Comercial do Rio de Janeiro.

Em 1907, com a saída do sócio Joaquim Ferreira Souto Júnior é criada uma nova firma, P. Guimarães & Costa, formada pelos sócios: Manoel Antônio Pereira Guimarães e Zeferino José da Costa.

Em 1908, com a saída do sócio Joaquim Manoel Antônio Pereira Guimarães é criada uma nova firma, Zeferino José da Costa sucessor de P. Guimarães & Cia e P. Guimarães & Costa, formada tão somente por Zeferino José da Costa.

Em 2 de julho de 1908 é feita a transferência das marcas Princeza e Black Princess da firma P. Guimarães & Costa para Zeferino Jose da Costa.

Nesse ano a firma conta com o capital de 100:000$000 aparelhada com os mais aperfeiçoados maquinismos, a sua produção está calculada em 1.500.000 garrafas/ano e destacam-se entre seus diversos produtos as cervejas: Princeza branca, Dupla branca, Africana Brau e Black Princess, a fábrica conta com cerca de 30 funcionários.

Em 8 de maio de 1910, o Jornal do Comércio publica o deferimento na sessão de 22 de abril de 1910 da Junta Comercial do Rio de Janeiro, do contrato social de Zeferino José da Costa e Oscar Ribeiro Alves para o fabrico de cerveja à Rua Visconde de Itaúna 29 e 31 com o capital de 100:000$000 (cem contos de reis) sob a firma Zeferino José da Costa & Cia.

Em 4 de julho de 1910, Zeferino José da Costa & Cia, registra a cerveja branca Princeza, sob o nº 6752 da Junta Comercial do Rio de Janeiro.

Em 30 de janeiro de 1911, Zeferino José da Costa & Cia, registra a cerveja Black Princess, sob o nº 7046 da Junta Comercial do Rio de Janeiro.

Em 9 de maio de 1919, Zeferino José da Costa & Cia, registra a cerveja Foot-Ball Beer, sob o nº 14188 da Junta Comercial do Rio de Janeiro.

Em 12 de julho de 1920, é feita a transferência das marcas Princeza, Black Princess e Foot-Ball, de Zeferino José da Costa & Cia, para seu sucessor Zeferino José da Costa.

  

Em 1929, a cervejaria passa a pertencer à Freire d'Almeida & Cia, firma composta por Francisco Freire d'Almeida e Affonso Freire d'Almeida.
  
Em 2 de setembro de 1931, Domingos Moreira da Costa, Manoel Alves Teixeira, Luiz Antonio Machado, Joaquim Ferreira, Joaquim Ribeiro, Carlos de Souza, Francisco Freire d'Almeida e Affonso Freire d'Almeida resolveram de comum acordo formar uma sociedade para o fim especial da constituição definitiva de uma sociedade anônima para a exploração do fabrico e comercio de cerveja de alta fermentação e bebidas congêneres, o capital inicial será de mil contos de reis (1.000:000$000), representados por dez mil ações no valor nominal de 100$000(cem mil reis) cada uma, sendo incorporada a fábrica de cerveja de propriedade de Francisco Freire de Almeida e Affonso Freire de Almeida (Freire D'Almeida & Cia) avaliada em novecentos contos de reis (900:000$000) recebendo o seu valor em ações. Os ditos senhores subscreveram açóes no valor dos seus pagamentos e mais novecentos e noventa e quatro ações, ficando assim distribuídas: Francisco Freire d'Almeida, subscritor de 9.894 (nove mil oitocentos e noventa e quatro) ações; Affonso Freire d'Almeida, subscritor de 100 (cem) ações, e Carlos de Souza, Joaquim Ribeiro, Joaquim Ferreira, Luiz Antonio Machado, Manoel Alves Teixeira e Domingos Moreira da Costa, subscritores de 1 (uma) ação cada um; ao todo oito pessoas, e que terá a denominação de Sociedade Anonima Companhia Cervejaria Princeza.
Em 16 de setembro de 1931, através do decreto 2040, a sociedade é autorizada a funcionar na República.

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Em maio de 1936 é instalada uma filial com fabrico próprio em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, à rua Visconde do Uruguay, 483, denominada Fábrica de Cerveja Baronesa.

Em 1938, a Cervejaria Princeza mudou para a Rua Licínio Cardoso, 339, no bairro do Rocha.
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Foi uma mudança necessária pois estava no caminho da construção do que viria a ser a avenida Presidente Vargas. Toda grande cidade precisa de uma grande avenida, certo? No Rio de Janeiro uma só não bastou, a grandiosidade da construção da Avenida Presidente Vargas, no início dos anos 40, mudou o perfil do Centro. Com 80 m de largura arrasou quarteirões habitados, casas de negócios e quatro das mais antigas igrejas do Rio.

Em 1941, começaram as demolições, que desalojaram centenas de famílias e que acabariam por derrubar 525 prédios pertencentes a quatro ruas: General Câmara, Visconde de Itaúna, de São Pedro e Senador Euzébio, entre eles algumas construções históricas, como as igrejas de São Pedro dos Clérigos e de São Joaquim. As demolições fundiram as quatro ruas numa só via para a construção da avenida. Foram demolidos os quarteirões que formavam o lado par da Rua General Câmara tradicionalmente conhecida como Rua do Sabão e a designação devia-se à localização em um de seus trechos do armazém de sabão aonde a população do Rio colonial ia se abastecer desse produto, no tempo em que o monopólio de fabricá-lo e vendê-lo pertencia, sempre, a um amigo do Rei português ou a um de seus ministros. Esse nome serviu para designá-la até 1870, quando a Câmara Municipal mudou o seu nome para General Câmara, em homenagem ao vencedor do combate do Serro Corá que, com a morte de Lopez, pôs fim à Guerra do Paraguai. E, ao longo do Canal do Mangue, os quarteirões que formavam o seu prolongamento, além do Campo de Santana, denominada pelo povo de Rua do Sabão da Cidade Nova, também rebatizada de Visconde de Itaúna até a Ponte dos Marinheiros. Pelo outro lado foram demolidos os prédios do lado ímpar da Rua de São Pedro e a sua continuação, além do Campo de Santana denominada Rua Senador Eusébio.

  
Rua Visconde de Itaúna em fase de demolição para a abertura da Av. Presidente Vargas (Vê-se o prédio da Central do Brasil ainda sem o relógio e, ao fundo, parte da Praça da República) - 1943.

Em 5 de janeiro de 1940, a assembleia geral extraordinária pôs em votação a necessidade de liquidar-se a filial estabelecida na vizinha cidade de Niterói, em virtude de não apresentar a mesma resultados relativos ao esforço ali empregado, o que evidentemente prejudica a sociedade. Sendo aprovada unanimemente a venda pela melhor oferta, livre e desembaraçada, da filial mantida pela sociedade à rua Visconde do Uruguai, número quatrocentos e oitenta e três, em Niterói, Estado do Rio, denominada Fábrica de Cerveja Baronesa, com todos os seus maquinários, móveis, utensílios, vasilhames, dois caminhões, mercadorias, marcas que na mesma existiam ao tempo de sua aquisição e contrato de arrendamento do prédio onde está localizada a dita fábrica; e ainda, se assim convier a sociedade vender a marca registrada "Batuta"

Em junho de 1940 já havia sido vendida a fábrica de Niterói e a marca Batuta para a Companhia Cervejaria São Francisco.

Em 29 de dezembro de 1972, o Jornal do Brasil anuncia que a Cervejaria Princeza amplia instalações, com uma experiência calcada em 92 anos de trabalho que lhe dão o direito de ser considerada a fábrica de cervejas pretas mais antiga do Brasil, a S.A. Companhia Cervejaria Princeza está agora ampliando o seu parque industrial para modernizar o fabrico e a apresentação de seus produtos. Em suas instalações fabris da Rua João Rodrigues, em São Francisco Xavier, (foto) a empresa instalou um complexo industrial dos mais modernos, equipado com as máquinas mais atualizadas na sua especialidade, para aperfeiçoar, ainda mais, as suas técnicas de fabricação. Entre os produtos que distribui, ao mercado, a Cervejaria Princeza tem a Bib Hop, cerveja preta em tamanho pequeno vendida em garrafas one way, que pela sua sofisticação agradou em cheio à faixa dos jovens consumidores e a Black princess tradicional cerveja preta que figura como a mais consumida pelos que gostam de cerveja deste gênero e que, dentro de mais 30 dias estará sendo apresentada numa embalagem inteiramente nova. Na linha dos refrigerantes, onde se destaca o guaraná, considerado da mais alta qualidade, a Cervejaria Princeza produz ainda, a soda e a água tônica, ambas com grande aceitação.

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Em 20 de outubro de 1988, o jornal A Folha de São Paulo anuncia que a Cervejaria Princeza está relançando a cerveja Black Princess em embalagem One Way, a empresa optou também por diversificar suas atividades prestando serviços a gigante norte americana Procter & Gamble e engarrafando o refrigerante Crush. Para viabilizar estes projetos a empresa investiu US$ 1 milhão (Cz$ 418,5 milhões no cambio oficial), 50% foram canalizados para o engarrafamento do Crush e o restante na duplicação da capacidade de produção da Black Princess.

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Em 21 de março de 1995, o Jornal do Brasil noticia o lançamento da cerveja Basel, o objetivo da Princeza é abocanhar 2,5% do mercado carioca de cerveja clara de 800 milhões de litros, vamos dobrar o faturamento diz o presidente da companhia, Paolo Tocci, a Princeza faturou US$2,5 milhões, 75% dos quais obtidos com a venda da Black Princess.

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Em 10 de abril de 1997, o Jornal do Brasil anuncia que a cervejaria Princeza vai investir R$300 mil no lançamento da nova versão da Cerveja Preta Black Princess, responsável por todo o faturamento da empresa, a partir de agora a cerveja no consumidor na versão da tradicional garrafa de 600ml e na versão descartável long neck de 300ml. A cervejaria está investindo R$1 milhão na divulgação da marca. Com um quadro de 52 funcionários a fábrica acabou com a linha de produção de refrigerantes e vinhos compostos, passando a investir pesado na Black Princess. A Princeza planeja ainda a construção de uma nova fábrica na baixada fluminense ao custo de R$10 milhões e o lançamento de uma cerveja clara em condições de competir no mercado.

Em 28 de outubro de 1998 foi deferido o pedido de concordata preventiva.

Em 18 de abril de 2000 foi decretada a falência.

Em 16 de julho de 2007 foi à leilão, dos bens arrecadados nos autos da massa falida, as marcas Black Princess, Sul Americana, Princeza, Basel e Sul América no valor R$ 15.000,00 (quinze mil reais), sendo atualizado na data para R$ 16.348,68 (dezesseis mil, trezentos e quarenta e oito reais e sessenta e oito centavos).